Ponte para um trabalho digno

“Ponte para o Trabalho digno” é o principal projeto da Rede Ponte que tem como objetivo ampliar a incidência política da Rede Ponte no mundo do trabalho, ao mesmo tempo em que atua para melhorar as relações de trabalho digno, no âmbito de atuação da Rede Ponte transversalmente, e procura fortalecer as estratégias de gestão para sustentabilidade da Rede Ponte.

O projeto “Ponte para o Trabalho Digno” foi desenhado a partir da fase piloto, na qual ainda era denominado “Ponte para o Trabalho Decente” A mudança de nome foi uma lição aprendida a partir da escuta de participantes do projeto e da constatação de que a palavra “no nordeste brasileiro possui também uma conotação sexual e por tanto poderia prejudicar o engajamento Então, optou se por mudar para “Ponte para o Trabalho Digno”.

 “Ponte para o Trabalho Digno” é uma iniciativa concreta, eficiente e eficaz para a promoção da cultura do trabalho digno na prática.  A sua área de atuação é limitada as cidades de Teresina e Oeiras, mesmo que as organizações da Rede tenham atuações em praticamente todo o Estado do Piauí. A composição das organizações da Rede Ponte contribui com a execução do projeto enquanto a Comissão Pastoral da Terra CPT e Cáritas Regional atuam com foco na defesa de direitos as outras organizações membros esforçam se para melhorar as relações de trabalho através da formação e inserção de jovens. Isto permite ampliar a capacidade de intervenção da Rede no mundo do trabalho abraçando ao mesmo tempo a ação de formar, inserir, defesa de direitos e aproximação dos/as empresários/as, com a intervenções junto ao poder público.

O projeto propõe discutir e apresentar propostas de Política Pública que terão como parâmetros o conceito de trabalho digno estabelecido pela Rede Ponte, inspirado (em parte) no conceito construído pela OIT – Organização Internacional do Trabalho, a saber: “Trabalho Digno é aquele que oferece ambientes e condições dignas de trabalho; preserva a dignidade da pessoa humana; fortalece o diálogo social; promove o respeito a diversidade e aos direitos e promove o crescimento econômico inclusivo e sustentável”. Tudo dentro do projeto é antecedido por discussões e um amplo debate. Por isso, são oferecidos amplos espaços de formação dedicado ao aprofundamento do debate sobre os temas presentes na Lei e também no dia a dia laborativo com: jovens em formação nas organizações, empresários e representantes do poder público no campo da juventude e trabalho, a exemplo do Seminário “Outro Mundo do Trabalho é possível”. A população beneficiária do Projeto “Ponte para o trabalho digno” corresponde aos jovens que são formados nos cursos oferecidos pelas organizações que formam a Rede. Estes jovens possuem características específicas dependendo da organização a qual estejam ligados. Por exemplo, os jovens atendidos pela Funaci são da periferia de Teresina e estão vulneráveis às drogas e a violência, a busca por um emprego amplia a possibilidade de sair desta situação de risco. Já os jovens atendidos pela Fazenda da Paz estão do outro lado do problema, já entraram no mundo das drogas e foram afetados pela violência. A situação de risco social é a mesma, porém os procedimentos são diferentes. Os jovens atendidos pela Cáritas Arquidiocesana, Regional e de Oeiras possuem pouca oportunidade de acesso ao mundo do trabalho devido à baixa escolaridade, pobreza acentuada e dificuldade para acessar as políticas públicas voltadas para o emprego com dignidade. Os jovens que são atendidos pelo Instituto Comrádio/Ubíqua possuem vulnerabilidades que elevam o risco de drogadição, violência, exploração e, ainda, risco de fuga da sua região de origem (“Migração”) em busca de algo melhor na cidade grande. Os jovens e suas famílias acompanhados pela Comissão Pastoral da Terra vivem a vulnerabilidade da falta de Terra, de condições para produzir e risco de trabalho escravo. A mediação da CPT torna-se, às vezes, a única saída para as famílias que vivem em conflitos pela Terra e em busca de condições dignas de vida. A dignidade está no atendimento a direitos básicos, primários, como moradia, saúde, educação e trabalho. Estas temáticas são incluídas na Unidade  Formativa para os direitos e deveres no mundo do trabalho.

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