Selo “Eu apoio o Trabalho digno”

O selo “EU APOIO TRABALHO DIGNO” é uma certificação internacional, criada pela Rede Ponte e a cooperação suíça Brücke Le Pont para certificar as empresas que respeitam e promovem a cultura do trabalho digno nos seus ambientes e que fazem parte da Rede de Inserção. A Rede de Inserção é formada pelas as empresas que já inseriram nos seus quadros, seja como estagiário/a, training ou empregado/a, jovens pertencentes a uma das organizações que compõem a Rede Ponte.

O Selo internacional “Eu apoio trabalho digno” faz parte da estratégia de promoção da cultura do trabalho digno e possui caráter educativo (não-fiscalizador), além de possibilitar as empresas a usarem a publicidade a seu favor, destacand0-se das demais empresas por respeitar parâmetros da cultura do trabalho digno, o selo tem como um dos seus objetivos apontar caminhos para que tanto as empresas, quanto os trabalhadores descubram as condições necessárias para que aconteça o trabalho digno.

O ponto de partida da metodologia do Selo é o mote COM TRABALHO DIGNO TODOS GANHAM!  Este mote quer pautar na sociedade a narrativa de que o trabalho digno não é importante apenas para o/a trabalhador/a, mas também para o/a empregador/a. As empresas também ganham quando promovem o trabalho digno. Ganham porque cumprem a sua função social, ao mesmo tempo em que ampliam a sua margem de lucro. Isto acontece porque o trabalho digno faz com que a produtividade aumente.

As condições dignas de trabalho contribuem para que os/as colaboradores/as possam produzir mais e melhor. Sabe-se que atualmente parte do tempo de trabalho é improdutivo — A estimativa é que apenas 39% do expediente é realmente aproveitado. Pelo menos, é oque diz uma pesquisa da Workfront, uma empresa de softwares dos EUA, que questionou os próprios funcionários sobre horas de trabalho e produtividade. Contudo, esse resultado “Eu apoio trabalho digno” é alterado quando a equipe está integrada a um ambiente que ofereça qualidade de vida e prioridades claras. Mais felizes e motivados/as, os empregados entregam resultados mais consistentes.

Quando o/a jovem empregado/a vem da Rede Ponte outras variáveis são acrescentadas. A qualidade na formação técnica aliada a formação humana é uma delas. O mundo do trabalho se transforma rapidamente e exige cada vez profissionais com qualidades que vão além da técnica, como capacidade de comunicação interpessoal, respeito às diferenças, proatividade, consciência de que a melhor postura para atuar em grupo é a ganha-ganha; o ganha-perde só beneficia quem possui os meios de produção. Outra variável é a inclusão de jovens em situação de pobreza que contribui com para quebrar o círculo nefasto quem alimenta as desigualdades sociais. Não se trata de incluir por incluir, mas incluir por mérito, dando a oportunidade para que o/a jovem saia, por seus próprios esforços, da situação de pobreza, na qual ele/a apenas sobrevive para a estabilidade funcional que permite viver e produzir em benefícios de todos. A última variável é o cuidado. O/a jovem que vivencia um curso nas organizações da Rede Ponte, aprendem sobre o cuidado que precisam ter com sigo mesmo, com os outros e com a natureza.

A certificação das empresas é baseada no Índice do Trabalho Digno (criado pela própria Rede Ponte), e chancelado pela Brücke Le Pont, organização com mais de 60 anos apoiando a cultura do trabalho digno em várias partes do mundo.